《Quem Ri Por Último Ri Melhor》CAPÍTULO ONZE
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No domingo, desci as escadas para tomar café da manhã, usando apenas uma samba-canção preta. Porém, quando cheguei à cozinha, vi uma pessoa sentada à mesa com minha irmã. Alguém que eu jamais imaginaria que estaria ali, em minha casa.
-Lauren? – Eu exclamei.
-Matthew? – Ela retrucou, levantando-se da cadeira que estava.
-O que você está fazendo aqui? – Nós dois perguntamos juntos.
Victoria, que até então estava sentada, levantou-se.
-Vocês dois se conhecem? – Ela perguntou.
-Ela estava no baile ontem à noite – eu disse.
Olhei para Lauren, que me fitava. Ela usava um short jeans e uma camiseta rosa bebê com uma blusa xadrez vermelha por cima, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo que lhe revelava uma pequena tatuagem de notas musicais atrás de sua orelha.
-Eu não estou entendendo mais nada – ela disse, com um sorriso sem graça.
Só então me dei conta que não estava vestindo nada além da samba-canção. Não estava de camisa, nem de óculos, nem havia me dado o trabalho de pentear o cabelo. Achei que hoje seria um domingo mórbido, feito para eu lamentar o que havia acontecido noite passada, mas parecia que outras coisas haviam sido reservadas para aquele dia. Resolvi então fazer uma piada com a minha situação:
-Olha, eu vou subir e fingir que você não me viu desse jeito – me dirigi a Lauren e apontei para o meu corpo. Ela deu um sorriso. – Mas ainda estou confuso, e quero uma explicação, senhorita Victoria – eu fiz uma expressão brava, porém risonha para Vic.
Subi as escadas correndo. O que Lauren fazia na minha casa? Era evidente que ela conhecia minha irmã, mas como? Tantas perguntas, tantas coisas passando em minha cabeça. Coloquei uma camisa branca, penteei o cabelo, pus os óculos e desci novamente.
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-Prontas para me contar o que raios está acontecendo aqui? – Eu disse.
-Você. É o irmão. GÊMEO. Da Vic. Não creio. Meu Deus! Esse mundo está cheio de surpresas e coincidências – Lauren disse, pausadamente, frisando o "gêmeo".
-Qual é a surpresa, Lolo? Você sabia que eu tinha um irmão gêmeo chamado Matthew – Vic disse.
-Sim, eu sabia. Mas não sabia que era ELE! Eu o conheci ontem e nem sabia que era seu irmão! – Lauren respondeu.
-Okay, okay – eu estava tentando entender o assunto. Não estava falando com nenhuma das duas, só estava juntando os fatos. – Eu sou irmão gêmeo da Victoria. Eu e Lauren nos conhecemos ontem à noite, no baile. Certo. Até aí tudo bem. Mas de onde você Victoria e você Lauren se conhecem?
As duas se entreolharam.
-Bom...nos conhecemos por causa de um cara, chamado Harry – Vic começou. – Ele estava trabalhando aqui na cidade no verão passado, e a gente se conheceu e tal. Mas só que o problema é que ele namorava Lauren na época. E ela veio visitá-lo. E ela acabou pegando a gente se beijando. Mas ela não ficou com raiva de mim porque ela sabia que eu não fazia a menor ideia de que o canalha namorava. Então Lauren terminou com ele e nós acabamos virando amigas. Tivemos contato por mais de um ano virtualmente, até que ela mudou pra cá na quarta-feira e eu praticamente implorei pra ela vir pra cá hoje. É basicamente isso.
Eu estava boquiaberto.
-Mas você não me disse ontem que você tinha acabado de terminar? – Eu perguntei a Lauren.
-Sim. Eu e Harry passamos por muitas idas e voltas no nosso relacionamento. Mas essa foi a última vez, não quero mais saber dele – ela parecia bem determinada.
Me sentei à mesa junto com as duas, conversamos por umas 2 horas. Já me sentia amigo íntimo de Lauren, sabia alguns detalhes da sua vida, contada no decorrer da conversa. Ela gosta de sushi, de cantar e de matemática. Tem uma irmã mais nova e acabou de se mudar contra sua vontade por causa dos pais dela, que mudaram de emprego. E então ela começou a contar sobre as etapas do seu relacionamento com o tal Harry. O cara traía ela na cara dura, mas os dois sempre reatavam o namoro. Até que Lauren se cansou e finalmente (segundo ela) terminou de vez com ele. Fiquei feliz por ela, pois Lauren parecia uma boa menina e não merecia um canalha como aquele. Em seguida, foi a vez de Vic contar suas desilusões amorosas, aproveitando que nossos pais não estavam em casa. Teve o Robbie e o Stephen, que eram irmãos (!!!), o Nick, o Devon e infinitos outros. Vic era boa nesse lance de amor. Quando a conversa cessou, Lauren se dirigiu a mim:
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-Mas e você, Matthew? Quais são suas aventuras no amor?
-Tirando o dia de ontem que foi um completo desastre? – Eu ri, mas não queria.
Comecei contando sobre Katherine (a garota do primeiro beijo), e depois pulei umas duas garotas que não havia contado a Vic sobre a existência delas. Em seguida veio Britt (do clube de matemática, nada importante, só uns beijinhos atrás das estantes da biblioteca) e depois contei sobre Liz.
-Liz tem sido a minha paixão desde que o terceiro ano começou – eu falei. – Para mim, ela era o modelo de garota perfeita. Até ontem. Mas mesmo assim, não consigo deixar de gostar dela. Virou meu vício. Ela me atrai de um jeito inexplicável. Mas nunca vou ter nada com ela, provavelmente, seus amiguinhos a convenceram a me odiar também.
-Também? Alguém te odeia? – Lauren perguntou.
Estava em uma enrascada. Será que eu contaria para Lauren sobre o bullying e tudo mais? Eu nem a conhecia direito, e se ela contasse para os meus pais? Eu tinha pouco tempo para pensar, para decidir se falava ou não. Mas algo nos olhos de Lauren me disseram que eu poderia confiar que ela manteria aquilo em segredo.
-Sim – dei um sorriso sem graça. – Eu sou meio que odiado pela escola inteira. Sabe como é, o mau e velho bullying.
Vic me olhava, assim como Lauren.
-Matt, você nunca contou isso a ninguém além de mim, contou? – Vic perguntou.
-Não – eu disse. – Mas agora, Lauren sabe. E espero que ela também guarde esse segredo.
Fitei os olhos dela. Queria saber se ela espalharia isso para Deus e o mundo. Lauren me encarou de volta e abaixou a cabeça.
-Olha, Matt – disse ela. – Eu não vou contar para ninguém, fique tranquilo. Mas eu vou fazer muito melhor do que isso. Vou fazer as pessoas pararem com isso, elas vão parar de te odiar e vão te respeitar. E a tal garota vai vir correndo pros seus braços no final disso tudo.
Fiquei surpreso com a reação dela, assim como Vic.
-Ah, ela vai? – Vic perguntou.
-Só quero ver como você vai conseguir essa proeza. Me fazer ser respeitado e ainda conseguir Liz? Fiquei curioso, duvido muito que você vai conseguir, mas não tenho nada a perder, então tô dentro! – eu disse.
-A sua falta de fé é perturbadora – ela retrucou.
Pisquei por um segundo. Ela havia acabado de citar Uma Nova Esperança ali, na minha frente. Queria beijar o chão por onde essa garota passa.
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- In Serial57 Chapters
City of Mages: Mage War Chronicles Book One
This book is COMPLETELY FINISHED as of 3/10/22, with a sequel currently serializing HERE. Born a fire mage, destined for something greater. For hundreds of years, Sombria has lived in peace thanks to the delicate balance the Council fosters between those with magic and those without. But unrest is brewing under the surface of Sombria, and the Council's tenuous hold may be on the verge of collapsing. All Alara ever wanted was to become a soldier, fighting to protect Sombria from the bruya rebels that threaten its borders with their chaotic magic and lawlessness. In order to succeed, she must first conquer her worst fear--her own innate magical abilities. Quenti, raised to hate the oppressive thumb of the Council, has only ever wanted a life of peace away from those who wish to control her. When her abilities are revealed, she finds herself at the center of a world she grew up despising, where magic is suppressed under the illusion of control. And her only means of escape may lie in trusting those she grew up doubting most. When Alara is given one final chance to prove she's worthy of being called a Mage of Sombria, the key to her success may lie within the untrusting Quenti. And Quenti doesn't plan on making things easy. Though as their two lives come crashing together, trusting each other may be the only choice they have to survive what's coming. -- COMMENT AND FOLLOW! 📕 This story is completely written, but these postings on Royal Road double as a beta run, so please feel free to point out typos or inconsistencies. 📖 Content Guidelines: Mild language, PG-13-level violence
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Anno Monstrum (Year of the Monsters)
I always wonder whether there’s an afterlife. Like what’s life after you died? Have you ever question it? Well, I don’t know about anyone else, but I’m rather interested in knowing that. More so since I died twice. Not gonna lie, I really did went through death two times, and looking where I’m at, I think a third one is coming along in the future. What can I say? With monsters running loose in the city and portal another dimension kept popping out like they're weeds, I don't think my survival rate would be high not unless I crank that hardworking bones of mine to work. Well, who knows, I might survive... and if you want to know, how about you follow me...
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Бид бүгд худал хуурмаг дунд амьдардаг ч хайр бүгдийг мартуулдаг
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8 198

