《Quem Ri Por Último Ri Melhor》CAPÍTULO NOVE - DIA DO BAILE
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Depois de passar o dia inteiro quase não me contendo de tanta ansiedade, finalmente chegou o momento. A hora de ir encontrar com a garota mais linda do mundo, a garota que me conquistou sem mesmo conversar comigo. A garota perfeita, que iria me dar algo que eu não sabia o que era, mas que já estava amando. A garota que eu beijaria nessa noite.
Penteei o cabelo, deixando-o relativamente baixo. Não tive coragem de cortá-lo. Coloquei uma calça jeans preta que guardava para quando saía, mas eu nunca fazia isso, então havia usado ela umas duas vezes só durante a minha vida. Vesti a camisa e o blazer, calcei um par de sapatos sociais lustrosos que eu tinha desde o casamento de uma tia minha, coloquei os óculos e fui. Vic acabou acordando com uma gripe muito forte no sábado de manhã, e mamãe não permitiu que ela fosse ao baile.
O baile foi na quadra da escola, como de costume. Estava tudo enfeitado com balões roxos e azuis, e fitas da mesma cor. Em cima do DJ havia uma faixa que dizia: "Pré-baile de formatura". Bem original. Estava tocando uma música eletrônica quando cheguei, bastante animada. Peguei um copo do que parecia ser um tipo de espumante sem álcool e me sentei na arquibancada, esperando Liz chegar. Enquanto ela não aparecia, fiquei olhando os outros dançarem. Algumas meninas estavam com vestidos extremamente curtos, e dava pra ver que os garotos estavam bem animados com isso. Só espero que Liz não venha com algo muito curto ou decotado, não quero passar vergonha.
Depois de uns dez minutos, lá veio ela. Ela usava um vestido mais ou menos no meio da coxa – não muito curto, graças a Deus – porém, era tomara que caia, ou seja, um belo decote. Controle-se, Matthew. Ela chegou acompanhada de uns caras que me pareciam ser Avan, Justin e Liam, e de duas garotas que não reconheci. Me levantei da arquibancada e tentei tomar coragem para ir falar com ela, mas meus joelhos travaram e eu não saía do lugar. Por fim, consegui me mexer. Ela estava no meio da pista de dança, se mexendo e conversando com uma garota.
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-Oi, Liz – eu disse, me aproximando.
-Max! Você veio! – A voz dela pareceu irônica, mas relevei.
-É Matt – eu respondi sem graça. - Não podia deixar de vir – completei.
Ela não disse nada, mas também não esboçou nenhuma reação.
-Então – perguntei. – O que você queria me dar? – Pareceu indelicado, mas aquilo estava me matando.
-Te dar? Ah, claro! Te dar! – Ela disse, como se tivesse esquecido.
A garota com quem ela estava conversando saiu, e o DJ colocou Counting Stars para tocar.
-Feche os olhos – ela disse.
Fechei. É agora, eu pensei. Já tinha dado alguns beijos em minha vida, mas nada seria comparado a este. Com a minha música de fundo, no meio de um baile de formatura, na frente de todos os que me faziam sofrer diariamente. Lembro-me do meu primeiro beijo. Eu tinha uns 15 anos e a menina era mais alta do que eu. Foi engraçado, ruim e nojento, mas eu não me arrependo dele, pois foi o primeiro beijo da garota também. Até tivemos um namorinho, mas tudo acabou quando começou o ensino médio. Nem sei onde ela está hoje em dia. Depois de uns 5 segundos de olhos fechados e nada, senti uma coisa gelada escorrendo do meu cabelo para as minhas costas. Abri os olhos, me contorcendo com o frio que tomou conta de mim. Quando me virei, Avan, Justin e Liam estavam jogando cerveja em meu cabelo, dentro da minha roupa, em tudo. O detalhe é que cerveja não estava sendo servida na festa em lugar nenhum. Os babacas devem ter trago de casa e começado a distribuir para os outros. Olhei para Liz. Ela estava rindo feito louca, junto com outras garotas.
-Achou o quê, seu idiota? Que ela ia te dar um beijo? – Avan disse.
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Todos do baile estavam rindo de mim.
-Uma garota como essa nunca te daria nem um "oi", seu nerd – Justin completou.
-Se ela quiser alguém para beijar, ela tem a mim – Liam disse, puxando Liz para um beijo. Então eles se beijaram ali, na minha frente.
A garota que eu amava era tão idiota quanto os outros. Não. Me recuso a acreditar nisso. Não pode ser.
-Tá fazendo o que aqui ainda, seu animal? Vaza! – Liam disse após o beijo, jogando o resto da cerveja em mim, acertando meu rosto, meu blazer, minha camisa, meu tórax e a parte da frente da minha calça.
Eu não sabia o que fazer. Olhava para Liz incrédulo e ela ria, estava vermelha de tanto rir. Todos estavam rindo, até o DJ. Então eu simplesmente saí. Não corri, nem andei rápido, apenas saí. Quando cheguei a parte de fora da quadra da escola, tirei meus óculos para tentar enxugá-los com alguma parte da minha roupa que ainda estivesse seca, mas parecia impossível. Continuei andando sem os óculos, olhando para baixo, para eles, não sabendo nem o que pensar. Então esbarrei em alguém com um copo, e mais algum líquido caiu em mim.
-Merda! – Gritei.
-Ei, ei! Foi mal, garoto. Nem eu vi você, nem você me viu – uma garota de cabelos incrivelmente pretos e olhos claros disse. A blusa que ela usava estava um pouco molhada.
-Desculpa, a culpa foi minha – disse, colocando os óculos no rosto. Só então percebi o quanto ela era bonita.
-Tá tudo bem? Cê parece bem chateado, e tá todo molhado. Não foi o meu copo que fez esse estrago todo – ela falou.
Não sabia o que dizer, então somente falei a verdade.
-Ééé...prazer, Matthew. Acabei de ser chutado e humilhado pela garota que eu gosto, e os amiguinhos dela jogaram cerveja em mim.
-Nossa, que merda. Prazer, Matthew que foi chutado. Sou Lauren. Ao contrário de você, eu acabei de chutar meu namorado, mas não o humilhei.
-Somos pessoas extremamente azaradas – eu disse.
-E sujas de cerveja – ela completou, e eu ri.
-Você nem tá tão suja assim – eu ironizei. – Olha para mim.
Ela parou, me analisou, olhou para o copo que estava em sua mão, que ainda estava pela metade, e jogou todo o resto em cima de si. Tipo, do nada. Ela simplesmente deu de ombros e despejou o líquido sobre seu colo, abaixo do seu pescoço, marcando ainda mais a camiseta azul justa que ela usava.
-Agora estamos quites – ela disse, e deu um sorriso.
Eu sorri também, pois não me contive. Que garota louca.
-Você é nova aqui? – perguntei.
-Começo as aulas segunda. Último ano, meus pais tiveram que se mudar da nossa antiga cidade e não me deixaram terminar o ensino médio lá. Então eu vim para cá – ela respondeu.
-Triste. Então, até segunda. Bom inferno, quer dizer, baile. Bem vinda a esse mundo de terror – eu disse, já me afastando para ir embora.
-Obrigada. Já vai embora?
-Por hoje chega para mim – eu disse, forçando um sorriso e dando as costas para aquela garota louca.
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Morgan Mallory was a perfectly ordinary college student until she was whisked away to another world full of strange creatures and wondrous magic. She is completely mentally stable, has no childhood trauma to speak of, and has certainly never engaged in self-destructive behavior as a form of punishment and emotional regulation. Morgan has always dreamed of getting isekai’d like the heroes in her favorite light novels, and she wants nothing more than to emulate those heroes. She has always wanted to help those less fortunate than herself, to stand up for the weak, and to be a righteous heroine who puts the needs of others before her own wants. And she has absolutely, positively, definitely never fantasized about murdering thousands, controlling minds, and pursuing total world domination. Trust her. Support me on Patreon to be one chapter ahead! Updates Tuesdays and Fridays at 3PM Pacific Time.
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