《Blue Stars ★ |R.L|》Capítulo 23 ★
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- Ele te machucou? - Rafael me olha preocupado.
- Não Rafa, tá tudo bem. - meu rosto ainda está molhado.
Ele passa seu polegar em minha bochecha rosada e beija meu nariz vermelho.
Então, sorrio amigavelmente. Ele retribui, me fazendo sentir segura em seus braços. Estou envolta em uma blusa de frio grossa, na qual Rafael está entrelaçando seus braços.
Eu me dou ao luxo de encostar minha cabeça em seu ombro. Ele apóia a sua em minha cabeça, e o restante do filme passa dessa forma.
Depois do que aconteceu, Calango estava meio desnorteado, e Pk apareceu lá, já que Alan tinha o mandado ir ver como estávamos. Ele deu apoio á Thiago, que parecia meio perturbado. Rafael não disse nada ao outro, apenas me trouxe de volta á sala e cinema, e Matheus fez o mesmo com o amigo. Estamos agora em pontas diferentes, e até prefiro assim. Esse é um dos melhores e piores dias da minha vida.
O filme parece não acabar nunca, estão todos tensos, e os sustos nem causam mais efeitos em meu consciente.
De repente, sinto Rafa se mexer bruscamente.
- Ta tudo bem? - digo á ele.
- Sim... Só, tomei um susto. - ele responde meio desligado e vidrado na tela gigante.
Rio abafado.
- Que foi? Nunca tomou susto? - ele debocha.
- Já, mas você deu um pulo praticamente.
- Eu sou muito assustado.
- A gente nota. - ele dá a língua.
Volto a apoiar minha cabeça em seu ombro, e sinto meu orgulho sumir.
- Me desculpa. - sussurro na esperança de que ele escute.
- Me desculpe eu, por ter sido um idiota com você. Eu não devia ter dito aquilo. Sinto ciúmes de você, e isso te faz única. - ele diz sem me olhar, mas as palavras parecem tão honestas e verdadeiras, que me fazem suspirar.
Olho em seus olhos azuis, que atraem total e completamente minha atenção. Eles estão direcionados aos meus e me hipnotizam.
Nos aproximamos milimetricamente, sem ao menos tirarmos nossos olhos da ligação do outro.
Fecho os meus, e oque sinto é um beijo em minha testa.
Bufo e me viro emburrada para ver o filme.
- Que foi? - ele pergunta ingênuo.
- Nada, vamos prestar atenção. - digo rude.
Tenho a impressão de que ele percebe, mas não se pronuncia.
[...]
Estamos indo em direção ao carro de Alan, todos mudos, com apenas o som de minha respiração quebrando o silêncio.
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Rafa está andando lado a lado comigo, sem ao menos encostar um músculo em mim.
O som do alarme do carro ressoa no estacionamento, passando por nossos ouvidos e assustando Rafael.
- Tá muito assustado hoje, hein?
- Tô. - ele diz rindo.
Ambos entram no carro, ainda calados.
- E aí?! Vocês querem ir onde agora? - pergunta Alan.
- Em algum lugar que tenha sorvete, porque eu ainda não tomei o meu. - protestou Maethe.
- Vamos ao parque então, deve ter algo aberto ainda. São... Dez e meia. - Alan verifica o horário no painel do carro.
Rafael diz um "tá bom" meio abafado, e eu continuo muda.
- Sarah?
- Ham... Ta bom. - solto envergonhada.
- Você ás vezes parece que é muda. - ele diz rindo.
- É só vergonha. - justifico boba.
- De nós? - Rafael pergunta.
-.. Tipo, o Alan, antes de ser só um Alan qualquer, é um cara que eu assistia e assisto os vídeos até hoje! Eu admiro muito ele. Aliás, eu conhecia ele e o Calango... - paro um pouco e suspiro. - E sair com vocês, como se fossem amigos comuns e normais do cotidiano é outro nível.
- Caraca! - Alan disse soltando o ar. - Que poético.
- Perai, você não me conhecia?! - Rafael intervem perplexo.
- Não. - respondo sincera.
- Cara, eu sou o Cellbit! - ele disse como se fosse algo surpreendente.
- Eu sei que você é o Cellbit, mas eu não acompanhava você. Dã! - digo e dou a língua.
- Chateado. - ele diz fazendo bico e passando a mão em sua bochecha, limpando uma lágrima imaginária.
- Idiota. - rio.
- Mas você também não conhecia o Felps? - pergunta Alan.
- Não. Os únicos vídeos que eu via de vocês três juntos, não aparecia a cara de ninguém. E eu também nunca tive vontade de assisti-los.
- Nossa. - disse Mah rindo.
Essa conversa de vídeos e de YouTube, durou o caminho todo até o parque, que ficava a uns vinte minutos do shopping, mas se prolongou para quarenta, já que o trânsito não deu trégua.
Chegando lá, os olhos de Maethe brilharam ao ver um truck food rosa, que servia de sorveteria, com várias mesinhas em frente.
- Ah! - ela gritou. - Que meigo, eu vou morar aí!
Ela correu desengonçada até lá.
- Moço, eu quero um bola de pistache!
Seu tom de voz era tão alto, que dava para se perceber mesmo estando no carro.
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Alan correu até ela, e Rafa me esperou descer.
- Vamos?! - ele diz dando seu braço para que eu entrelace.
- Sim! - assim o faço e chegamos bem na hora de Alan fazer seu pedido.
- Quero uma bola de... - ele observa o cardápio super sweet. - Chocolate.
- Mas você não gosta de chocolate. - sua namorada vira, o estranhando.
- A gente às vezes testa novos sabores. - ele diz e a abraça pela cintura.
- Acho que vou vomitar. - Rafael cochicha brincalhão pra mim.
- Vocês vão querer algo? - o rapaz de boné azul e com os cabelos cacheados amassados, nos olha.
- Não, obrigada. - sorrio amistosamente.
- Eu quero. - o garoto sai de meu braço e se dirige até mais perto do trailer.
Mesmo sendo alto, fica na ponta dos pés e estreita seus olhos azuis para dentro da bancada.
- Esse azul aí! - ele indica algum pote que não posso ver.
- Céu azul? - o garoto de avental o questiona.
- Isso. - ele responde inseguro.
Meu sorvete favorito!
Enquanto Maethe e Alan comiam seus apetitosos sorvetes, Rafael esperava animadamente seus céu azul.
Vi quando o balconista entregou sua cestinha com uma colher de plástico, e o leve reflexo do sorvete na bandeja.
Ele veio já o devorando, e chegando com a boca cheia de sorvete, e toda azul, disse:
- Isso lembra uma Tardis!
Seus olhos apreciavam a cor de um dos ícones de seu seriados favoritos.
Olhei em sua bandeja, e o sorvete era de um azul mais marinho, bem diferente do que eu normalmente como, mas esse azul, era mais vivo, lindo e lembravam mais as estrelas.
- Sua boca tá suja. - observei seus lábios roxos pela baixa temperatura e em volta dos mesmos, os azuis espalhados, que pareciam manchar sua pele tão branca.
- Aé? - ele perguntou confuso. - Onde? - ele envesgou seus olhos á procura de sua boca e das manchas.
Ele tinha uma expressão tão fofa, que passou por minha cabeça, a ação de apertar suas bochechas, e deixá-las rosadas.
Aparentemente cansou de procurar, e passou o braço em sua boca, sujando todo o tecido de sua blusa.
- Saiu? - ele me perguntou.
Algumas manchas ainda ficaram.
- Não, calma. - digo e molho meu indicador na ponta de minha língua, o esfregando em algumas bolinhas azuis.
- Eca! - ele solta em careta. - Baba!
- Shhh! Eu Babo, tu babas, eles babam, nós babamos, vós babais... Qual é o outro mesmo? - digo o fazendo rir.
- Eles Babam! - solta de deboche.
- É! Isso aí. - tiro meu dedo de seu rosto.
- Acha oque?! Que só porque é YouTuber, é burro? - ele solta indignado.
- Não, calma! - rio. - Você é muito inteligente, acha! - soo sarcástica.
As risadas cessam, e nossos olhos pedem para ficarem conectados. Suas esferas azuis tomam conta de meu corpo, o fazendo querer cada vez mais e mais.
- Quer?! - ele pergunta ruborizado, se referindo ao sorvete.
- Uma colherada. - respondo sem jeito.
Ele pega sua colher, colhe seu sorvete e o coloca em minha boca.
- Hmmm... - digo fechando os olhos. - Eu amo isso.
- Quer mais? - ele diz pegando mais uma colherada.
- Quero!
[...]
Depois de sentarmos em frente ao lago, tomarmos sorvete e discutirmos sobre comida, ele me abraça e me deixa apoiada contra seu tórax, me deixando aconchegante.
- Sabe... Você, me deixa aconchegante, confortável e mais solto, como se eu pudesse ser eu mesmo perto de você. Como se eu fosse mais Rafael e menos Cellbit.
Me sinto atraída a olhar em seus olhos.
- Sério? - inclino minha cabeça olhando a sua.
- Sério!
E mais uma vez a troca de olhares, toma conta de nós dois, e os olhos deles, são como minha sustentação. Me aproximo um centímetro a cada um segundo, e nossas cabeças, ou mais especificamente, nossos lábios, estão prestes a se tocar, causando o pecado em minha alma.
- Não, Sah! - ele interrompe nossa aproximação. - Acho que... Isso já foi longe demais.
- Oi? - digo como em um sussuro, ainda não acreditando que paramos o quase beijo
- Sarah, tudo nem acontecido tão rápido! Nos conhecemos hoje, e já nos beijamos e ficamos constantemente abraçados. Já brigamos por ciúmes, e eu já disse que você era única. - ele suspira. - Não que isso não seja verdade, aliás, nada oque disse foi mentira. Mas...
- Tudo foi muito rápido. - completei até antes mesmo de ele terminar a frase.
- Isso! Podemos ser só amigos... Pelo menos por enquanto.
- Claro... Eu entendo. - sorrio sem mostrar os dentes.
Ele dá um beijo em minha testa, e lentamente, voltamos a ficar abraçados como antes.
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- In Serial198 Chapters
Spectral Regalia
(On Hiatus For a while due to real life obligations, also working on a Comic/Manga Adaption, update on Twitter) Can you feel it? That tugging feeling on your heart? That falling sensation as you are forced into a deep well by the people you trusted most? In your heart you decide to accept it, to bear it, to die with it, yet, even as you continue falling your decision haunts you. A general in your prime, millions of innocents lie dead in your wake. Feeling the end of your life pulling you in, the wall of water ever beckoning as you hit it full on. All feeling has been lost. Finding yourself devoid of sound. Nothing visible in this darkness. No strength in your limbs. This has become your end. But the endless has seen your life in His presence you feel the minute speck that you are, become more than what was, he gifts you with a new body with limitless potential imparted with its own endless strength. He puts you in a place where powers run rampant. The God of all has decided this. Your new life has the promise of excitement, adventure, love, Tragedy. Walking with purpose you pave the path for your race. Regardless of the dangers you will face you will live on for the end goal ---- -Synopsis Credit's to FlameRaptor. My Twitter for News and early spoilers of artwork and chapter titles https://twitter.com/SpectralRegalia
8 244 - In Serial190 Chapters
Ogre Tyrant
Tim wakes up to find he is naked and alone in a fantasy world. However, he is not as alone as he first thought. There are other people running around all over the place fighting monsters for a living. Unfortunately for Tim, he seems to be one of those monsters. Desperate for any degree of safety and normalcy he can find, Tim must tread a fine line between freedom and subservience to survive. All while trying to keep alive a trio of adventurers hellbent on becoming legends. However, unfortunately for Tim, he is not the only one from earth to awaken in this world and the other Awakened aren't nearly so benevolent. Warning: The protagonist begins the story quite cowed and meek but progresses into a more assertive and situationally dominant personality. This is partly due to growth, but also a result of the character overcoming initial shock and longstanding depression. If you think I could have handled a segment better, by all means, point it out and provide your reasoning and suggestion. Everyone's experience of depression is different, and Tim's is a close representation of my own, so it won't necessarily 'vibe' with everyone. Chapters are around 15k words and released approx 1/week over the weekend. Has been reduced to around 7.5k to 9k to better fit my schedule.[participant in the Royal Road Writathon challenge]
8 159 - In Serial7 Chapters
To the End
In his second year of high school, young critic and amateur writer Terrezia Guls finds himself in another world. Certain tags pending.
8 82 - In Serial84 Chapters
King of the Multiverse
King of the Multiverse Synopsis: The King of the Universe makes his descent onto a mortal planet of his choice, planet Tierra is what he chose. His day of descent was a peaceful one, no harm or notice. Then came two little kids aged ten a piece telling him he looks weird. So, he does what he does, he tried to fit in, in the only way he knows how. The King embarks on an epic journey through streams and rivers, mountains and skies, all so that he can pretend he’s a normal person. Watch out, for he's not ready to remain King of just one Universe.
8 147 - In Serial51 Chapters
Anything for you (Obsessive bf x F reader)
He's obsessed with you, that's what you want right?⚠️ Not my cover , just for representation
8 161 - In Serial16 Chapters
How These Floorboards Creak
this is a concept I really like but I've never seen it done right so I decided to take matters into my own handsAmerica is ordered to take a week to invite over a few of his fellow nations in order for them to get along better. He takes them to his old house of which only Lithuania has been in. The only issue is that the other don't know the extent of America. It's either the easy way or the hard way depending on if they can follow five simple rules.1. Take your shoes off when you go inside. 2. No fighting.3. Don't go in the attic.4. Don't go in the basement. 5. Ask if you need help with something. Just watch and learn.
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