《UMA ESTÓRIA DANATUÁ (ficção - português)》VENHA COMIGO!
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Não tenho tempo para inimigos, nem principalmente para amigos, que desconheço. Há algo que me ronda, e que preciso entender. Quando eu me decidir,... só então poderei agir.
- Eu vou – falou Escuridão, observando o que se desenrolava no mundo.
Trevas se virou e encarou Escuridão.
- E vai aonde?
- Buscar Mercator – falou decidido. - Precisamos dele por aqui...
- Tudo bem, vá então... – Trevas concordou após um breve pensar.
- Ora, e por que mudou de ideia? – Escuridão estranhou. – Os anjos?
- Esses desgraçados estão aqui, sobre as montanhas... – declarou, os olhos perdidos nas distâncias.
Escuridão observou com cuidado o portal, e viu que ele estava livre de influências angélicas.
Diferente da outra vez, quando foram senhores daquelas montanhas, agora não iriam perde-las mais, apesar dos esforços inúteis dos anjos, recitou para si mesmo, o ódio vasculhando as distâncias.
O grande portal central era deles, e eles tinham seres mais que suficientes para mantê-lo aberto até conseguirem reunir uma força demoníaca considerável. Então, seria bom ter o auxílio de mais um demônio de força, mesmo que ele estivesse louco de pedra.
- Pode ficar tranquilo, Trevas. Eu vou lá buscá-lo, mas ele só virá se aceitar minhas condições...
- Que são???
Escuridão sondou as intenções e desconfianças de Trevas, e não pode deixar de sorrir.
- Que entenda quem manda por aqui...
Escuridão viu o momento em que Trevas pareceu enrijecer, as bordas da manta se tomando de cuidados.
- E quem manda aqui, Escuridão? – perguntou, a voz normalmente fria agora tomada de uma ameaça disfarçada.
- Nós dois, meu irmão – sorriu com maldade. – Não é assim?
- Claro, claro que é assim, Escuridão...
- Que bom que também estamos entendidos sobre isso – sorriu satisfeito, vendo que o outro se mostrava bastante confuso.
- Aguarde – mandou Trevas, os olhos presos no portal.
Com paciência manteve-se atento ao sacerdote, que estava à frente dele, enquanto que do outro lado do portal se abria o mundo prisão onde uma massa imensa de demônios procurava passar para este mundo.
Então, a força que imprimiam contra o portal diminuiu, momento em que Trevas aumentou seu poder sobre o sacerdote.
Antevendo o momento preciso Trevas deu um estalido curto, que soou como o som de um chicote cortando o ar e a carne do mundo. Em atendimento à sua ordem, num impulso súbito Escuridão saltou para dentro do portal, passando pelo peito do sacerdote, que estremeceu horrivelmente, e sumiu na grande massa que ainda tentava forçar a passagem, que logo se aquietou e pareceu se acomodar ao vê-lo ante eles. Satisfeito, Escuridão os deixou e seguiu seu voo rápido em direção a vários grupos de sombras que observavam e aguardavam. Após algum tempo, partiu num voo veloz para o interior do planeta.
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Havia uma solidão intensa ali, Escuridão sentiu com prazer. Então viu a ilha, e a montanha, e sobre ela uma prisão, onde um gigantesco sombra se mostrava sentado e alheio a tudo o que estava acontecendo.
Devagar foi se aproximando, enquanto uma turba ruidosa voejava em volta, antevendo uma nova sessão de alimentação por parte de Mercator.
Quando parou frente às grades olhou o sombra, que pareceu nem ao menos perceber que ele estava ali.
- Vim te buscar, Mercator.
O sombra pareceu pender a cabeçorra. Então, com uma terrível lentidão a levantou e a virou para Escuridão, os olhos maldosos procurando saber de sua vontade.
Mas nada disse, nem mostrou qualquer intenção.
> Eu vim para libertá-lo, mas só preciso que me responda uma pergunta.
Os olhos alheados se mantinham sobre os de Escuridão, a mente distante e branca.
> Será contra nós ou nos ajudará?
O poderoso anjo que mantinha à distância o mundo prisão sob vigília, se voltou mais atento ao portal, e viu o que estava se desenrolando ali.
- Uma oportunidade – cismou satisfeito. Num silêncio profundo ficou aguardando o momento certo.
- Será contra nós ou nos ajudará? – ouviu a pergunta, vinda de um lugar distante.
- Ajuda serei... – sussurrou para a brisa de um mundo distante.
- Ajuda serei – falou Mercator, os olhos pendurados na cara do outro demônio.
- Que bom que é assim – Escuridão suspirou satisfeito.
Então estendeu sua atenção para as grades da prisão, e viu o gatilho que o arquianjo instalara.
> Só há uma forma de sair daqui, e vamos ter que agir em conjunto – avisou. – Quando eu atingir a jaula, quero que toque neste lugar – apontou para um ponto do gradil. – Ele irá brilhar, e você terá que atingi-lo com toda sua força. Talvez fique fraco, e é muito provável que ele irá drenar muito de sua força, mas eu estou aqui, e vou te levar desse lugar. Compreendeu?
- Compreendi! – sussurrou o anjo, todo concentrado.
- Compreendi! – respondeu Mercator baixinho.
Escuridão se voltou raivoso contra a turba de mantas e sombras, frustrados por Mercator se mostrar tão dócil, não atacando Escuridão. Ao darem conta de perigoso estado de ânimo do grande demônios, os sombras e mantas ficaram em silêncio, aumentando a distância do demônio e da cela.
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De súbito Escuridão se atirou contra a jaula.
O choque foi extremamente violento, e as nuvens foram varridas para longe, atingindo com força todos os demônios que aguardavam, agora em completo silêncio, talvez se perguntando quando o louco do Mercator atacaria Escuridão. Por alguns segundos o mundo se mostrou claro e as terras negras pareceram arder em agonia. A jaula toda se acendeu, as barras tornando-se douradas e vermelhas.
O anjo viu uma secção de uma barra à direita se ascender, e soube que ali teria que ser impressa muito energia.
Então usou toda sua energia na ligação que mantinha com Mercator, temendo o risco de perder para sempre a ligação frágil que mantinha, tendo o cuidado de não se mostrar para Escuridão. Com muito cuidado imprimiu uma imagem da secção alvo, o que despertou Mercator por milésimos de segundos.
Mercator reagiu com uma violência desmedida, ao ver surgir num canto da sua cela a imagem sugerida de um deus, do mesmo deus que o relegara ao esquecimento e que o ignorava sistematicamente. Tomado de fúria se ergueu em toda sua altura e atingiu com todo seu terrível poder a pequena porção da barra.
A explosão foi absurda, lançando Escuridão para longe e Mercator contra as barras opostas. Toda a montanha pareceu que iria se desfazer, tal a força que atingira aquela parte do mundo.
Com rangidos de agonia tudo foi silenciando novamente, até se aquietar por fim.
Quando Escuridão se levantou e olhou para dentro da jaula, viu que havia conseguido.
Ao olhar para os lados viu apenas mantas vagando como sonâmbulos ou dementes, de tudo já esquecidos.
Voltou novamente os olhos para a jaula e para Mercator, que parecia desacordado.
Por um momento ficou se perguntando se não seria o momento de destruir Mercator. Com um suspiro raivoso viu que não era aquele o momento para isso, e depressa voou para dentro da jaula e de lá o tirou, receando que fosse tudo parte de uma armadilha para o aprisionar também.
Mas, aliviado, suspirou quando estava voando veloz na direção do portal, carregando Mercator consigo, que lentamente se refazia.
Repentinamente, como se houvesse uma combinação prévia, tudo se precipitou. Os sombras avançaram para o centro do portal e o tomaram, impedindo qualquer passagem dos pequenos mantas. Houve um rápido embate que resultou na destruição de muitos mantas. Com medo esses se afastaram e ficaram vigiando de longe enquanto os sombras, os verdadeiros dominantes, tomavam posse do portal do lado sombrio.
Escuridão surgiu ao longe, e não estava mais sozinho, confirmou Trevas satisfeito. Ao seu lado vinha um sombra gigantesco, parecendo ser extremamente poderoso. Eles se aproximaram do portal e todos, até mesmo os mais ferozes, lhes abriram caminho.
Escuridão, exultante com a rápida evolução dos acontecimentos, junto com o companheiro trespassou como um bólido o peito do sacerdote em transe, retornando para o altiplano. O jovem sacerdote estremeceu violentamente os braços e o tronco, como um boneco descontrolado.
Mas, rapidamente, para dar prosseguimento à dominação daquelas terras, Trevas voltou novamente sua atenção para o portal, e para tudo o que acontecia ao redor, satisfeito com o andamento das coisas.
Quando as coisas se acomodaram ao seu gosto olhou com atenção ao redor, e estranhou não o ver.
Trevas flutuou ao lado de Escuridão.
- Ele não está aqui – falou, observando com cuidado os arredores do céu.
Escuridão examinou as distâncias.
- Ele ficou muito tempo prisioneiro, afastado por eras. Mercator vai se recompor e vai voltar. Ele aceitou nos ajudar a dominar essas terras – declarou com tranquilidade, o que fez Trevas dar de ombros, voltando novamente sua atenção para o portal.
Lentamente as imagens na porta foram se anuviando, até que sumiram. Trevas e Escuridão, juntamente com todos os outros, deram um urro longo e suave, e olharam famintos para o povo.
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[This Story will not be Based on the Anime and Main Story of Azurlane. This Story is in my World View with Characters you love interacts all the same.]When the winds often representing change swepts through the world, everything follows. All futures are pre-determined be it someone's demise or ones rise. And yet someone stood still, not the winds nor the storms can move her. Dull eyes and a bland expression she is a woman covered in blood. With an envious gaze forward she is left behind, like petrified into stone she stood defiantly.A Being with no will and purpose but only the duty to fullfil as a Pawn. This Person's fate is independent, because she is merely a key to a greater outcome. Though, that is an uncertainty and unprobability.(I do not own the Photo's nor Azurlane and the Character's that will be mentioned in the Story they all belong to their Respective Companies. Except If I Claim them)
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